O Governo da Paraíba, por meio da Fapesq, está fortalecendo a produção agropecuária sustentável com foco no Semiárido paraibano por meio de investimentos em biotecnologia e ciências ômicas. A ação é liderada pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFPB – Campus Areia, e recebeu R$ 137.160,00 em recursos diretos, além de oito bolsas acadêmicas (mestrado, doutorado e pós-doutorado), concedidas pela Capes.

Pesquisa genética e sustentabilidade para o Semiárido
O projeto “Ciências Ômicas Aplicadas ao Desenvolvimento Agropecuário Sustentável do Semiárido” integra o edital PDPG – Semiárido, fruto de parceria entre a Fapesq e a Capes, e visa explorar o potencial genético da biodiversidade nativa e de plantas e animais adaptados à Caatinga, promovendo inovações tecnológicas, sustentabilidade e inclusão produtiva.
Eixos de atuação do projeto
- Coordenado pelo professor Edilson Paes Saraiva, com análises realizadas no Laboratório de Avaliação de Produtos de Origem Animal (Lapoa), o projeto tem dois eixos principais:
- Bioprospecção e desenvolvimento de bioprodutos para a produção animal;
- Genômica aplicada à segurança alimentar, dentro do conceito de Saúde Única.
Segundo o pesquisador Celso José Bruno de Oliveira, essas ações geram conhecimento científico e tecnológico aplicável ao Semiárido, contribuindo para a bioeconomia, preservação ambiental e saúde pública.
Pesquisas de destaque
Entre as pesquisas associadas, estão:
- Tecnologia de silagens com inoculantes microbiológicos (Prof. Edson Mauro Santos e Juliana Oliveira)
- Nutrigenômica e aditivos alimentares com plantas da Caatinga (Prof. Ariosvaldo Nunes de Medeiros)
- Contaminação microbiológica em reservatórios hídricos (Convênio com a University of Maryland – EUA)
- Aditivos fitobióticos e microbioma intestinal em frangos (Maria Letícia Rodrigues Gomes – doutorado sanduíche na Universidade de Arkansas)
Essas investigações demonstram o papel estratégico da biotecnologia Semiárido Paraíba na geração de soluções sustentáveis para o setor agropecuário, com impactos sociais, econômicos e ambientais positivos.
Impacto direto na formação científica
O investimento resultou na capacitação de pesquisadores de alto nível, como:
- Pós-doutores: Daniel Farias Marinho do Monte e Gustavo Sales
- Doutorandos: Antoniel Florêncio da Cruz, Girlene Cordeiro de Lima Santos, Maria Letícia Rodrigues Gomes
- Mestrandos: Bruna dos Santos Souza, Willyane de Souza Santos
As pesquisas derivadas geraram teses de alto impacto, além de publicações em periódicos científicos internacionais.
“O financiamento da Fapesq viabilizou todo o projeto. Sem esses recursos, não teríamos como conduzir pesquisas de alta complexidade com reagentes importados e estruturas laboratoriais avançadas”, afirmou Celso de Oliveira.
Ciências Ômicas: o que são?
As ciências ômicas englobam áreas como genômica, transcriptômica, proteômica e metabolômica, e permitem entender os processos biológicos em nível molecular. Essas tecnologias são essenciais para promover inovação na agropecuária e acelerar a transição para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.