Primeira mulher vice-presidente da CBF, paraibana marca nova fase da entidade com foco na descentralização e representatividade.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inicia uma nova fase sob a presidência de Samir Xaud, e um dos rostos que simbolizam essa transformação é o de Michelle Ramalho, presidente da Federação Paraibana de Futebol desde 2018. Ela foi a primeira mulher convidada para compor a vice-presidência da entidade, e faz questão de reforçar: é também nordestina e paraibana.
“Não é só promessa de inclusão. Faço parte de uma gestão mais participativa e aberta ao diálogo. Isso me enche de orgulho”, declarou Michelle.
Representatividade real: mulher, nordestina e atuante
Em um universo historicamente dominado por homens do eixo Sul-Sudeste, a presença de Michelle representa um marco para o futebol brasileiro. Além de abrir espaço para mulheres em posições de comando, a nova gestão também valoriza a diversidade regional, com cinco dos oito vice-presidentes oriundos das regiões Norte e Nordeste.

O papel de Michelle na nova diretoria
Como vice-presidente, Michelle Ramalho deve atuar diretamente em duas frentes estratégicas:
1. Fortalecimento do futebol feminino
Sua experiência administrativa e jurídica pode contribuir para estruturar categorias de base, ampliar calendários e melhorar o apoio aos clubes femininos, que ainda enfrentam desigualdades estruturais.
2. Reestruturação das Copas do Nordeste e Copa Verde
Esses torneios, que reúnem clubes das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, foram historicamente negligenciados pela antiga gestão. Agora, com apoio institucional, há expectativa de valorização comercial, técnica e de visibilidade midiática.
Descentralização na prática
O novo presidente da CBF, Samir Xaud, de Roraima, defende um modelo de gestão mais democrático. Durante sua posse, destacou a intenção de descentralizar as decisões, algo que o antecessor, Ednaldo Rodrigues, foi criticado por não fazer.
Michelle reforça essa visão: “O simples fato de cinco vices serem do Norte e Nordeste já mostra uma mudança concreta no perfil da CBF”.
Um novo capítulo para o futebol brasileiro
A nova composição da diretoria é uma ruptura com práticas centralizadoras, e a entrada de lideranças como Michelle Ramalho representa oportunidade de renovação na política esportiva nacional.
Com mandatos definidos até 2029, a expectativa é que a nova diretoria consiga converter representatividade em transformação real, atendendo a todas as regiões, categorias e gêneros dentro do futebol brasileiro.