O depoimento de Virgínia Fonseca à CPI das Bets, nesta terça-feira (13), chamou atenção não apenas pelas declarações sobre os contratos com casas de apostas online, mas também pela estratégia visual adotada pela influenciadora digital. Com moletom preto com o rosto da filha, óculos discretos e seu inseparável copo rosa, Virgínia levou ao Senado os códigos simbólicos que a tornaram uma das maiores personalidades das redes sociais no Brasil.

Estética pensada para comunicar proximidade e maternidade
A escolha do look está longe de ser aleatória. Segundo analistas de imagem política, o conjunto de elementos — roupas confortáveis, ausência de joias chamativas e símbolos afetivos — constrói uma narrativa visual de simplicidade e vulnerabilidade, em contraposição à imagem habitual de luxo e ostentação com a qual a influenciadora também é associada.
O moletom com o rosto da filha Maria Alice estampa não apenas uma peça de roupa, mas uma mensagem: “sou mãe, sou gente como você”.

Copo rosa e bordão: performance estética e controle da narrativa
O famoso copo Stanley rosa, sempre presente em seus stories, também marcou presença no Senado. Para muitos observadores, esse detalhe reforça a ideia de que Virgínia controlou a narrativa não apenas pelo discurso, mas pela imagem.
Além disso, o bordão da filha estampado no casaco, a presença do marido Zé Felipe, e os gestos cuidadosos durante o depoimento compuseram uma performance de comunicação emocional.
Influência além das palavras
O episódio mostra que, no mundo dos influenciadores, a aparência é linguagem. Na imagem de Virgínia Fonseca na CPI das Bets, a estética cumpre papel político, ajudando a moldar a percepção pública sobre sua conduta e posicionamento.
Em tempos de redes sociais e julgamento por likes, comunicar também é performar.