Donald Trump ataca o Fed e reacende crise comercial com China e Europa. Entenda os impactos no dólar, bolsas e na economia brasileira.

A crise comercial provocada por Donald Trump voltou a causar turbulência global. Em nova ofensiva, o ex-presidente dos EUA atacou Jerome Powell, atual presidente do Federal Reserve (Fed), e criticou a política monetária americana. Ao mesmo tempo, prometeu eliminar tarifas sobre produtos industriais da União Europeia, reacendendo tensões com aliados tradicionais.
A resposta não demorou: a China anunciou possíveis retaliações caso novas tarifas americanas sejam implementadas. Isso elevou o risco de uma nova rodada da guerra comercial, com impactos diretos nos mercados globais.
1.Alta do dólar
Com a instabilidade, o dólar subiu frente a diversas moedas. O Brasil, dependente de commodities e influenciado pelo câmbio, pode sofrer com aumento de custos em importações e inflação.
2.Queda nas bolsas
Bolsas na Europa e na Ásia registraram perdas. O Ibovespa também sentiu os reflexos da tensão comercial, afetando principalmente ações de empresas exportadoras.
3.Impacto na balança comercial brasileira
Como maior parceiro da China, o Brasil pode ser afetado indiretamente pelas retaliações chinesas aos EUA. Exportações agrícolas, como soja, podem sofrer volatilidade.
4.Incerteza para investidores
Com o cenário incerto, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o ouro e o dólar, reduzindo o apetite por risco em mercados emergentes como o Brasil.
5.Efeitos regionais
Estados exportadores como a Paraíba, que dependem do agronegócio e da indústria, podem sentir os efeitos com menor demanda externa e variação cambial.